Agentes e provedores na Conversa
Escolha o agente da conversa sabendo o que cada provedor realmente oferece — anexos, permissões, volta no tempo, histórico e fila — em vez de presumir que todos fazem tudo.
Ao abrir uma conversa você escolhe com qual agente ela fala. Essa escolha não é cosmética: cada provedor tem o seu próprio protocolo, e o que a tela consegue oferecer depende do que aquele protocolo entrega. A regra que organiza a tela é essa — mostrar o controle condicionado à capacidade do provedor, em vez de prometer paridade universal.
Dois grupos de provedores
O produto separa os provedores em dois grupos, e a diferença não é de marketing — é de arquitetura:
| Grupo | Provedores | O que muda |
|---|---|---|
| Nativos | Claude, Codex, OpenCode e Grok | Falam um protocolo estruturado com o aplicativo. É o grupo onde a conversa consegue ter estado próprio: aprovações tipadas, volta no tempo, fila durável, catálogo de histórico. |
| Legados | Verboo, Cursor, Hermes e Pi | Ainda seguem o caminho antigo. Continuam funcionando na Conversa, mas sem todas as portas do grupo nativo. |
A matriz do que cada provedor sabe fazer
A tabela abaixo responde “a tela oferece o controle?”, não “o recurso funciona na sua máquina” — a segunda pergunta depende do host.
| Capacidade | Claude | Codex | OpenCode | Grok | Verboo | Cursor | Hermes | Pi |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Anexar arquivo ou imagem | sim | sim | sim | sim | sim | sim | sim | sim |
| Voltar a conversa a um ponto anterior | sim | sim | não | sim | sim | não | não | sim |
| Desfazer arquivos junto com a conversa | sim | não | não | não | não | não | não | não |
| Catálogo de histórico na tela | sim | sim | sim | sim | não | não | não | não |
| Fila de envio durável | sim | sim | sim | sim | não | não | sim | não |
Três leituras que essa matriz exige:
- Anexo não é a mesma capacidade que volta no tempo. São portões separados, e ligar um nunca liga o outro.
- Voltar a conversa não é desfazer arquivos. São dois eixos com consequências diferentes — a conversa é o agente esquecer; os arquivos são o disco mudar. Só o Claude oferece o segundo, e mesmo ele como operação declarada à parte.
- Ausência não vira botão desabilitado. Onde a capacidade não existe, o controle não é desenhado. A tela não mostra um botão que não faz nada esperando que você descubra sozinho.
Local, SSH e VM de runtime
A mesma conversa muda de resposta conforme onde o agente roda, e isso vale mais para o Claude do que para qualquer outro:
- Local. É o caso mais completo.
- SSH. O SDK atravessa a conexão e o agente roda no servidor — mas o que existe lá é o que está instalado lá, e a conta que vale é a do servidor. A disponibilidade é perguntada na criação da conversa, não no primeiro envio, para que a tela já abra explicada.
- VM de runtime. Hoje responde que a conversa está indisponível ali.
A regra que organiza o caminho remoto: a Conversa nunca sobe o CLI num terminal. Onde o SDK não puder dirigir o agente, a tela diz que a conversa está indisponível naquele host e explica o motivo — se falta o CLI no servidor, se o host não está conectado, se a sondagem falhou ou se é uma VM de runtime sem transporte. Degradar para um terminal seria trocar um recurso ausente por um comportamento errado e mudo: sem aprovações, sem volta no tempo, sem fila — e, quando o CLI recusasse subir, o que você digitasse na conversa viraria comando de shell.
Como consequência prática: um provedor sem conversa integrada naquele host continua acessível pelo Terminal. A Conversa não inventa um caminho alternativo; ela explica a ausência e você decide onde trabalhar.
Limites que valem saber agora
- A capacidade depende do adapter estar em uso. Os portões exigem o caminho estruturado do provedor; quando a superfície não está nesse caminho, o portão é falso e o controle não aparece.
- A disponibilidade em SSH difere do local e pode variar por host, mesmo para o mesmo provedor.