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Git no Elyra: o repositório é do projeto

Entenda onde o Git mora no Elyra, quais são as cinco seções do painel e por que a branch base não é o mesmo que o destino de publicação.

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O Git no Elyra segue a pasta do projeto, não a pasta do workspace. Um workspace é uma unidade de trabalho — um nome e uma pasta, possivelmente outra máquina — e vários workspaces podem apontar para o mesmo repositório ou para pastas diferentes. Quando você faz um commit, um push ou abre um pull request, a operação acontece no repositório do projeto aberto, mesmo que o workspace atual seja outro.

Onde fica

O painel de Git vive no inspetor, o painel ancorado à direita que se abre pela linha de contexto e fecha com Esc. Não existe barra fixa de Git: ele é invocado quando você precisa e sai da frente quando não.

O painel tem duas partes que nunca saem da tela:

  • O cabeçalho responde três perguntas sem clique nenhum — em que branch você está, o que ainda não saiu daqui, e contra o que isto está sendo comparado.
  • A doca, embaixo, é o lugar da mensagem de commit e, com a árvore limpa, das ações de remoto.

O corpo é dividido em cinco seções:

Seção O que mostra
Alterações Os arquivos que mudaram, separados em alterados, no commit, sem rastreio e em conflito
Commits O histórico do repositório, com os arquivos e o diff de cada commit
PR O pull request ou merge request da branch: conflitos, checks e comentários de revisão
Issues As issues abertas do repositório no provedor
Worktrees Os checkouts em paralelo do repositório

O cabeçalho fica montado acima de todas elas de propósito: um check que quebra enquanto você olha “Alterações” continua à vista. As seções também carregam sinais — contagem de arquivos alterados, conflito, checks falhando, comentários abertos sem resolução — e um conflito manda na seção de alterações, porque nada mais anda enquanto ele existir.

Branch base não é destino de publicação

Esta é a distinção que mais confunde, e o Elyra mantém as duas coisas separadas:

  • A base é a referência com que o painel compara o seu trabalho: quantos commits você tem sobre ela, quais arquivos mudaram em relação a ela. Trocar a base muda a comparação e não troca a branch atual nem mescla nada.
  • O upstream de publicação é onde os seus commits vão quando você publica a branch.

Uma pode divergir da outra sem problema: comparar contra a branch principal do repositório enquanto se publica numa branch própria é o caso comum.

Workspace e worktree são coisas diferentes

A palavra worktree aparece só na tela de Git — e por um motivo. Uma worktree é um checkout extra do mesmo repositório, em outra branch e em outra pasta, para que duas frentes não disputem os mesmos arquivos. É um recurso do próprio Git.

Um workspace é uma unidade de trabalho do Elyra: um nome, uma pasta e possivelmente uma máquina. Criar uma worktree não cria um workspace, e a lista de worktrees mostra checkouts que o Elyra não criou — inclusive os feitos à mão no terminal. Nada é adotado automaticamente: se você quiser trabalhar naquela pasta como um workspace do app, a escolha é explícita.

Escopo e limites desta página

  • O Git do projeto pode ser local ou remoto. Com um projeto em outra máquina, os comandos rodam lá, não no seu computador; o painel não decide isso — quem decide é o projeto aberto.
  • Pasta sem repositório não é erro. O painel oferece iniciar um repositório ou detectar um já existente; sem git instalado, ele avisa em vez de fingir uma lista vazia.
  • Leitura desatualizada não vira verdade. Quando uma releitura falha, o painel marca o estado como indisponível em vez de continuar afirmando o último número lido como se fosse atual.
  • Provedores. As seções de PR e de Issues falam GitHub e GitLab. Bitbucket, Azure DevOps e Gitea aparecem com a explicação de que não são atendidos — a documentação não promete integração que não existe.

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