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O Canvas

Entenda o quadro do projeto, os tipos de cartão que ele reúne e por que cada workspace tem o seu próprio Canvas.

Ver Markdown

O Canvas é o quadro do projeto: uma superfície infinita onde cada trabalho aberto vira um cartão. É a primeira tela que você vê ao abrir um projeto novo, e ela já nasce com um cartão de conversa pronto — começar um projeto no Elyra é conversar, não configurar.

Cartão não é janela descartável. O conteúdo dele (uma conversa, um terminal, uma nota, um arquivo) vive no processo principal do app. Mudar o layout, minimizar ou maximizar um cartão não interrompe o que estava rodando.

O que existe no quadro

Cartão O que é
Conversa Uma conversa com um assistente. O cartão de conversa principal do projeto é o maestro.
Terminal Um terminal completo dentro de um cartão, com shell puro ou já com um assistente.
Nota Texto em Markdown guardado em arquivo .md, usado como memória e como recado entre você e os agentes. Ver Notas no Canvas.
Grupo de notas Um fichário de notas com páginas, para não espalhar dezenas de cartões pelo quadro.
Arquivo Um arquivo real do projeto aberto como cartão, no mesmo editor da tela Arquivos.
Navegador Uma página aberta dentro do quadro. Não é uma aba da tela Navegador.
Celular Um cartão de celular (emulador). Só aparece quando o emulador está disponível na build; caso contrário o item avisa que ainda não está disponível nesta versão.

O cartão de Arquivo não tem botão próprio na barra: ele nasce quando você abre um arquivo de verdade (pela árvore, pela busca ou por um link). Os outros tipos são criados por você — veja Criar cartões.

Cada workspace tem o seu Canvas

O Canvas é por workspace, não por projeto. Dois workspaces do mesmo projeto mantêm quadros separados: o que você organiza em um não aparece nem se move no outro. Isso é o que permite manter um quadro de trabalho paralelo sem misturar os dois.

Como consequência prática, todo comando de linha de comando que mexe no Canvas precisa saber em qual workspace ele está mirando. Rodando de dentro de um cartão, o alvo é o workspace daquele cartão; fora dele, você aponta o workspace explicitamente.

O quadro vazio

Com nenhum cartão no quadro, o Canvas mostra o convite “Nada no quadro ainda” e explica os dois caminhos: a barra no topo para abrir uma conversa, um terminal ou uma nota, e o clique direito no fundo para criar o cartão no ponto que você apontar.

Esse convite não tem botão próprio de propósito — quem cria cartões é a barra, e um segundo caminho ali duplicaria a lógica de detecção de assistente. O fundo continua sendo área de trabalho: o clique direito e o arrasto para panoramizar funcionam normalmente sobre ele.

O fundo

O fundo do Canvas é um céu de estrelas estático, pintado uma vez, sem paralaxe: as estrelas ficam presas à tela e não são recalculadas quando você arrasta o quadro. É decoração de superfície — não representa nada do seu trabalho e não muda de comportamento com o conteúdo do quadro.

Ver e encontrar os cartões

Para saber o que existe no quadro sem percorrer a tela com o zoom afastado, use o painel Camadas: ele lista os cartões do workspace com busca por texto e filtro por tipo, e leva a câmera até o cartão escolhido.

Também é possível listar os cartões pela linha de comando — útil para um agente que precisa saber o que existe no quadro antes de agir.

Limites que valem saber agora

  • O app precisa estar aberto. Várias operações de Canvas pela linha de comando são recusadas quando não há janela do aplicativo aberta; o alvo não é adivinhado.
  • O Canvas do workspace precisa já ter sido aberto na tela ao menos uma vez. Sem isso, os comandos de linha de comando falham em vez de inventar um quadro que não existe.
  • A separação entre as telas ainda não está completa. A decisão de produto é que Canvas, Conversa, Terminal e Navegador sejam lugares independentes, mas a área central ainda não foi totalmente separada — não conte com “cada tela mostrando só o seu conteúdo” como comportamento garantido.