Criar uma automação
Defina o projeto, o pedido, o agente e o horário — e escolha com cuidado o que roda sozinho.
Antes de começar
- Um projeto no app, com o repositório que a rotina vai usar.
- O agente que vai executar, instalado e autenticado.
- Clareza sobre o que a rotina deve fazer e de quanto em quanto tempo. Um pedido vago rodando de hora em hora gera uma hora de trabalho vago por hora.
O formulário
- Abra Automações e use Criar automação.
- Dê um Nome — é como você vai reconhecê-la na lista.
- Escreva o que ela pede: o texto que o agente recebe a cada execução, na linguagem em que você escreveria para uma pessoa. Há modelos prontos para começar de algo conhecido.
- Escolha o agente que executa.
- Defina o agendamento.
- Ajuste o que precisar — alvo, precheck, sessão, fuso — e salve.
O agendamento
O campo aceita formas diferentes, da mais simples à mais precisa:
| Forma | Exemplo | Quando usar |
|---|---|---|
| Presets | de hora em hora, diariamente, em dias úteis, semanalmente | É o que você quer em quase todos os casos |
| Cron de 5 campos | 0 9 * * 1-5 |
Quando precisa de um horário específico |
| RRULE | string de recorrência | Quando a regra não cabe num cron |
O fuso também é configurável. Vale conferir: um horário “às 9” no fuso errado roda na hora errada.
Onde a rotina trabalha
A rotina precisa saber onde rodar, e isso muda o que ela deixa para trás:
- Num workspace existente — o trabalho acontece naquela pasta, com o que já está lá.
- Criando uma worktree por execução — cada rodada nasce num checkout novo. Isso isola as rodadas entre si, e consome recursos a cada vez: disco para a worktree, tempo para preparar o ambiente. Use quando rodadas independentes forem o ponto.
- Num host ou configuração de host específica — para rodar na máquina certa, não na sua.
- Com um contexto de fonte — quando os dados da tarefa devem vir de um host ou conta específicos.
Se você não informar o repositório, o comando usa a worktree do Elyra correspondente à pasta de onde foi chamado, quando consegue resolver uma.
Sessão entre rodadas
- Reaproveitar a sessão — as rodadas seguintes são enviadas à sessão viva daquela automação, quando ela ainda existe. Faz sentido para trabalho que tem continuidade (uma revisão que evolui).
- Sessão nova — cada rodada começa limpa. Faz sentido para trabalho independente, e é o mais previsível: nada de uma rodada contamina a seguinte.
O reaproveitamento só vale para automações de workspace existente.
Precheck: o portão antes da rodada
O precheck é um comando limitado que roda antes da execução:
- Sai com 0 → a rodada acontece.
- Qualquer outra saída → a rodada é registrada como pulada, e nada mais acontece.
É a forma de uma rotina não gastar trabalho quando não há o que fazer. Um exemplo de forma: um comando que lista os pull requests abertos e falha quando não há nenhum. O teto de tempo do precheck é configurável — sem ele, um comando que trava trava a rotina.
Pausar depois de criar
Se você quer deixar a rotina pronta mas sem rodar, crie e depois pause. O estado fica guardado e nada executa até você retomar.
Escopo e limites
- A rotina roda sem você olhar. Antes de deixar uma ligada, confirme o que o agente pode fazer naquele projeto: ele age com as permissões que tem.
- O precheck decide, não corrige. Ele pula a rodada; não conserta o ambiente.
- Criar worktree por execução tem custo recorrente. Em intervalo curto, isso vira disco e tempo.