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Criar uma automação

Defina o projeto, o pedido, o agente e o horário — e escolha com cuidado o que roda sozinho.

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Antes de começar

  • Um projeto no app, com o repositório que a rotina vai usar.
  • O agente que vai executar, instalado e autenticado.
  • Clareza sobre o que a rotina deve fazer e de quanto em quanto tempo. Um pedido vago rodando de hora em hora gera uma hora de trabalho vago por hora.

O formulário

  1. Abra Automações e use Criar automação.
  2. Dê um Nome — é como você vai reconhecê-la na lista.
  3. Escreva o que ela pede: o texto que o agente recebe a cada execução, na linguagem em que você escreveria para uma pessoa. Há modelos prontos para começar de algo conhecido.
  4. Escolha o agente que executa.
  5. Defina o agendamento.
  6. Ajuste o que precisar — alvo, precheck, sessão, fuso — e salve.

O agendamento

O campo aceita formas diferentes, da mais simples à mais precisa:

Forma Exemplo Quando usar
Presets de hora em hora, diariamente, em dias úteis, semanalmente É o que você quer em quase todos os casos
Cron de 5 campos 0 9 * * 1-5 Quando precisa de um horário específico
RRULE string de recorrência Quando a regra não cabe num cron

O fuso também é configurável. Vale conferir: um horário “às 9” no fuso errado roda na hora errada.

Onde a rotina trabalha

A rotina precisa saber onde rodar, e isso muda o que ela deixa para trás:

  • Num workspace existente — o trabalho acontece naquela pasta, com o que já está lá.
  • Criando uma worktree por execução — cada rodada nasce num checkout novo. Isso isola as rodadas entre si, e consome recursos a cada vez: disco para a worktree, tempo para preparar o ambiente. Use quando rodadas independentes forem o ponto.
  • Num host ou configuração de host específica — para rodar na máquina certa, não na sua.
  • Com um contexto de fonte — quando os dados da tarefa devem vir de um host ou conta específicos.

Se você não informar o repositório, o comando usa a worktree do Elyra correspondente à pasta de onde foi chamado, quando consegue resolver uma.

Sessão entre rodadas

  • Reaproveitar a sessão — as rodadas seguintes são enviadas à sessão viva daquela automação, quando ela ainda existe. Faz sentido para trabalho que tem continuidade (uma revisão que evolui).
  • Sessão nova — cada rodada começa limpa. Faz sentido para trabalho independente, e é o mais previsível: nada de uma rodada contamina a seguinte.

O reaproveitamento só vale para automações de workspace existente.

Precheck: o portão antes da rodada

O precheck é um comando limitado que roda antes da execução:

  • Sai com 0 → a rodada acontece.
  • Qualquer outra saída → a rodada é registrada como pulada, e nada mais acontece.

É a forma de uma rotina não gastar trabalho quando não há o que fazer. Um exemplo de forma: um comando que lista os pull requests abertos e falha quando não há nenhum. O teto de tempo do precheck é configurável — sem ele, um comando que trava trava a rotina.

Pausar depois de criar

Se você quer deixar a rotina pronta mas sem rodar, crie e depois pause. O estado fica guardado e nada executa até você retomar.

Escopo e limites

  • A rotina roda sem você olhar. Antes de deixar uma ligada, confirme o que o agente pode fazer naquele projeto: ele age com as permissões que tem.
  • O precheck decide, não corrige. Ele pula a rodada; não conserta o ambiente.
  • Criar worktree por execução tem custo recorrente. Em intervalo curto, isso vira disco e tempo.

Ver também