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id: "canvas.notas.visao-geral"
titulo: "Notas no Canvas"
resumo: "Use cartões de nota como memória do projeto: onde os arquivos ficam, como editar e como buscar dentro de uma nota."
idioma: "pt-br"
tipo: "guia"
categoria: "telas"
aplicavelDesde: "0.0.16"
capabilities: ["note.cards.create", "note.cards.edit", "note.cards.find", "note.cards.colors", "note.files.location"]
estadoEditorial: "aprovado"
nivelEvidencia: "artefato-distribuido"
refFonte: "27574c339b58316408f6be2d62169d59041d07bf"
revisaoFonte: "2026-09-24"
revisor: "mantenedor (v1, 2026-10-03)"
rota: "/docs/pt-br/canvas/notas/visao-geral/"
fonte: "pt-br/canvas/notas/visao-geral.md"
caminhoPublico: "docs/publica/pt-br/canvas/notas/visao-geral.md"
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Um **cartão de nota** é texto em **Markdown** guardado num arquivo `.md`. Serve para duas coisas ao mesmo tempo: é a sua memória do projeto no quadro, e é o material que os agentes podem ler e escrever.

Porque é um arquivo de verdade, a nota sobrevive ao app: fechar e reabrir não perde texto, e qualquer ferramenta de fora do Elyra pode ler o mesmo arquivo.

## Onde os arquivos ficam

As notas **não moram dentro do projeto**. Elas ficam numa pasta gerenciada pelo app, fora do repositório, com um caminho por workspace no formato:

```
~/.elyra/projetos/<projeto>/<workspace>/notas/
```

Os nomes das pastas de projeto e de workspace carregam um sufixo identificador, então o caminho exato não é previsível de cabeça. **O caminho absoluto real é o que a linha de comando devolve no campo `noteFilePath`** ao listar ou ler uma nota — use esse valor quando precisar do arquivo no disco.

Essa decisão tem um motivo prático: quando as notas ficavam dentro do repositório, uma limpeza de arquivos não versionados (`git clean -xdf`) levava as notas junto. Fora do projeto, isso não acontece.

Duas consequências:

- **Workspace remoto por SSH é a exceção.** Nesse caso a pasta de notas fica **dentro do checkout**, no host remoto. Isso é declarado como temporário, até existir resolução de pasta pessoal remota — não conte com paridade entre local e SSH para notas.
- **O identificador guardado da nota não é um endereço.** O cartão guarda uma identidade no formato `.elyra/notas/<nome>.md`, que não é onde o arquivo está de fato. Só o `noteFilePath` é o caminho real.

> **Notas antigas.** As notas que ficavam dentro do projeto, nas duas pastas antigas, são **movidas** para a pasta gerenciada. A migração roda na inicialização, **não sobrescreve** um arquivo já existente no destino (um nome ocupado ganha um sufixo) e, se falhar, **deixa o arquivo onde está** para tentar de novo na próxima inicialização. Ela é **best-effort**: um arquivo pode ficar para trás numa falha.

## Criar uma nota

Pela barra do topo: **Adicionar Nota › Nota**. Pelo clique direito no fundo: **"Adicionar aqui" › Nota**. Os dois criam o cartão e o arquivo, e o editor da nota recém-criada **recebe o foco automaticamente** — você pode começar a escrever.

Pela linha de comando, a nota nasce já com conteúdo:

```
elyra canvas create note --title "Resumo da reunião" --content "Primeira linha"
elyra canvas create note --content-file ./texto.md
```

- `--content` escreve o texto no arquivo no nascimento.
- `--content-file` lê de um arquivo, ou de `-` para ler da entrada padrão. É o caminho para **texto com várias linhas** — aspas no shell estragam quebras de linha.
- Com `--title`, o arquivo nasce com esse nome e **o nome fica fixo**.
- Sem `--title`, **o nome segue a primeira linha do conteúdo**. Enquanto você não digitar um nome, o cartão mostra "automático"; digitar um nome o fixa.

O nome do arquivo é saneado: caracteres inválidos viram `-`, nomes reservados do sistema ganham prefixo e há um teto de comprimento. Você não precisa cuidar disso.

## Editar

O corpo do cartão é um **editor rico** de Markdown, com barra de ferramentas e um campo de escrita com a dica "Escreva sua nota…".

- **A gravação é adiada em cerca de 600 ms** depois da última tecla. É por isso que parar de digitar por um instante e olhar o arquivo no disco é a forma de confirmar que ele foi salvo.
- **Edições feitas fora do app aparecem no cartão.** O app observa o arquivo e reflete o que mudou.
- **Uma falha de leitura bloqueia o editor** em vez de esvaziar o arquivo. Se a nota não puder ser lida, o cartão avisa e oferece **Tentar novamente** — nada foi apagado, e você deve conferir se o arquivo foi movido ou apagado fora do Elyra.
- **Fechar durante uma edição pendente** descarrega a gravação adiada antes de apagar, para não recriar um arquivo que deveria sair.

### Ferramentas da nota

A barra da nota traz **negrito**, **itálico**, **riscado**, **lista** e **lista numerada**, além da paleta de cores.

### Cor de fundo

A paleta oferece **Padrão**, **Amarelo**, **Verde**, **Azul**, **Rosa**, **Roxo** e **Cinza**. Escolher **Padrão** limpa a cor. A cor é uma propriedade do **cartão**, não do texto: ela **não altera o arquivo `.md`** e, portanto, não viaja junto com a nota se você abrir o arquivo em outro lugar.

## Buscar dentro da nota

A barra de busca **"Buscar na nota"** destaca e navega pelos resultados dentro do corpo do cartão, com **Anterior**, **Próximo** e um contador no formato `atual de total`, além de **"Nenhum resultado"** quando não há correspondência. **Esc** fecha a busca.

A busca é só de interface e não altera o arquivo nem o processo.

## Escrever numa nota pela linha de comando

Um agente pode ler e escrever a nota sem abrir o editor:

```
elyra canvas note read <note> [--workspace <selector>] [--json]
elyra canvas note write <note> (--content <text> | --content-file <path|->)
                              [--append] [--workspace <selector>] [--json]
```

- `<note>` aceita o **id do cartão**, o **título do cartão** ou o **nome da nota**.
- **Sem `--append`, o conteúdo substitui o arquivo inteiro.** Com `--append`, o texto vai para o fim, depois de uma quebra de linha.
- Sem `--json`, a leitura imprime **o conteúdo puro** da nota.

> **Escrita concorrente com o editor.** O comando é o **escritor mais novo**: o texto que ainda estava na gravação adiada do editor é descartado de propósito, e o cartão na tela pega o conteúdo novo pelo observador de arquivo. Antes de escrever numa nota que está aberta, salve o que você digitou.

> **O app precisa estar aberto.** Sem janela do aplicativo, essas operações são recusadas em vez de gravar num estado que ninguém vê.

## Limites

- **Workspace remoto por SSH.** As notas ficam **dentro do checkout** no host remoto, e a migração para a pasta gerenciada **não roda** nesse caso. Não há paridade entre local e SSH para notas.
- **Uma nota cujo arquivo sumiu não monta editor nem grava.** Isso é proposital: evita que o salvamento automático recrie o arquivo vazio por cima do que existia. O cartão mostra o erro, preserva o texto que já conhecia e oferece **Tentar novamente**.
- **Dois cartões com o mesmo nome tornam o seletor ambíguo.** A linha de comando pede para você usar o **id** nesse caso — o nome é conforto, não endereço único.
- **Não há um limite de tamanho documentado para a nota.** Uma nota grande é lida e gravada inteira; não conte com truncamento nem com aviso de "grande demais".
